sábado, 16 de abril de 2011

História hoje: 16 de abril

1581 - O rei Felipe II da Espanha é reconhecido como rei de Portugal, sob o nome de Felipe I. É o início da União Ibérica, com Portugal e Espanha formando um único reino.
1917 - Vladimir Lenin regressa a Petrogrado do exílio na Suíça.
1922 - É assinado o Tratado de Rapallo, no qual a Alemanha e a União Soviética restabelem relações diplomáticas.
1972 - A Nasa lança a missão Apolo 16, a quinta a pousar na Lua. Com três tripulantes, é uma das primeiras a utilizar um veículo sobre rodas na superfície lunar (imagem ao lado).
1974 - É frustrada uma tentativa de golpe de Estado, em Portugal, conhecido como Levantamento das Caldas.

Nasceram neste dia…
1889 - Charlie Chaplin, (imagem ao lado) ator e produtor cinematográfico britânico (m. 1977).
1908 - António Lopes Ribeiro, cineasta português (m. 1995).
1927 - Papa Bento XVI, líder católico.

Morreram neste dia…
1859 - Alexis de Tocqueville, historiador e cientista político francês (n. 1805).
1972 - Yasunari Kawabata, escritor japonês (n. 1899).
2007 - Maria Lenk, nadadora brasileira (n. 1915).

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Uma nova imagem para Nero

Busto de mármore feito entre 64 e 68 d.C.
integra exposição
Personagem complexo, Nero teria reinado de forma exemplar no começo, para depois se transformar num dos personagens mais cruéis
BBC Brasil

Uma exposição na área arqueológica de Roma antiga celebra o imperador Nero, conhecido como um tirano cruel e louco incendiário, em uma tentativa de revelar seu perfil de urbanista inovador, homem culto e artista sensível.
A exposição se espalha pela principal área arqueológica de Roma, entre o Coliseu e o Fórum Romano, onde o imperador, famoso também por perseguir os primeiros cristãos, viveu e reinou.
Lucio Domicio Enobarbo tornou-se imperador com o nome de Nero Claudius Caesar aos 17 anos de idade em de 54 dC.
Na descrição do historiador Svetonio, por exemplo, Nero aparece como figura excêntrica: "Estatura quase normal, corpo cheio de sardas e mal cheiroso. Cabelos louros, rosto bonito, mas sem graça. Olhos azuis, mas fracos, pescoço largo, ventre grande, pernas magras e saúde ótima. Não se vestia muito bem e aparecia em público com roupas íntimas, um lenço amarrado no pescoço, sem cinto e descalço”.
Personagem complexo e contraditório, Nero teria reinado de forma exemplar no começo, para depois se transformar num dos personagens mais cruéis, narcisistas e megalomaníacos da História.
“Se Nero tivesse morrido nos primeiros anos de reino, não seria recordado como o “veneno do mundo”, apelido que lhe foi dado pelo historiador Plínio, o Velho” disse o historiador Andrea Giardina ao apresentar a mostra, que vai até dia 18 de setembro.
Contra as elites
A imagem negativa que atravessou a História, se deve, segundo dados apresentados na mostra, a medidas que Nero teria tomado e que teriam descontentado as elites romanas da época.
Odiado pela aristocracia, Nero, no entanto, era amado pela plebe. E para encontrar seu povo, precisava de grandes espaços, conforme explicou o arqueólogo Carandini.
“Do Coliseu ao Palatino Nero, havia criado uma espécie de cenário arquitetônico para um grande ato de demagogia”, disse, na apresentação da mostra.
Nesta área, havia um grande lago artificial, que depois foi eliminado para dar lugar ao anfiteatro Flavio, conhecido como Coliseu.
Segundo Carandini, Nero organizava banquetes suntuosos no lago, a bordo de uma grande embarcação.
O percurso da mostra começa nesta área, dentro do Fórum Romano, coração da Roma antiga, e ocupa diversos espaços com exposição de retratos do imperador e de sua família, vídeos que projetam trechos de filmes sobre ele e peças que testemunham o luxo exagerado de seus palácios.
Fazem parte da mostra as áreas do Fórum onde arqueólogos ainda buscam restos de outras residências de Nero, e pode-se ver o que resta da “Coenatio Rotunda”, a famosa sala de jantar giratória que foi descoberta nas escavações em 2009.

Urbanismo

Exibição destaca ainda afrescos e pisos
 típicos do período em que imperador viveu
Segundo o Ministério da Cultura, responsável pela mostra, o imperador, que segundo a lenda tocava cítara enquanto Roma queimava, contribuiu de forma decisiva para redesenhar o plano urbanístico da capital.
A exposição termina no Coliseu, com uma parte dedicada ao grande incêndio, um dos eventos mais trágicos da história de Roma.
Segundo testemunhos da época, foi Nero quem mandou incendiar Roma na noite de 18 de julho de 64 Dc, para construir seu palácio mais suntuoso, a Domus Áurea. O fogo durou nove dias.
“Nero desejava a glória de fundar uma nova cidade à qual daria seu nome”, escreveu Tacito, historiador da época.
Segundo Andrea Carandini, para concretizar seu projeto urbanístico, Nero previa grandes expropriações, que seriam mais fáceis de serem realizadas após um incêndio.
Oficialmente, a culpa caiu sobre os cristãos. As confissões foram arrancadas sob terríveis torturas. Nero ordenou prisões em massa, condenações à morte e crucificações. Nos últimos anos de seu reino teriam sido martirizados os dois maiores santos do cristianismo: Pedro e Paulo.
A historiadora Silvia Ronchey, contudo, defende Nero.
“Os primeiros editais contra os cristãos são da época de Domiciano e Traiano”. E o grande inimigo deles foi, na realidade, o imperador filosofo Marco Aurélio’’, escreveu num recente artigo sobre a mostra.
A imagem que nos foi passada não faz justiça ao imperador que tinha um refinado carisma e gosto estético, segundo a historiadora. Segundo ela, Nero conquistou uma imagem de divo graças à vocação teatral, uma calculada atenção ao aplauso do povo. “Era um campeão esportivo, ator e músico com tal carisma que se tornou um verdadeiro mito. Ainda adolescente subiu ao trono de um império que se estendia sobre três continentes, o maior que já existiu. Teve um enorme prestigio não só em Roma, e suicidou-se aos 31 anos, declamando um poema de Homero”.

terça-feira, 12 de abril de 2011

"A Terra é azul"

50 anos atrás, no dia 12 de abril de 1961, o cosmonauta soviético Yuri Gagarin fez o que nenhum ser humano havia feito antes dele: olhou este planeta do alto, tão do alto que pode criar uma das frases mais marcantes de toda a epopeia humana:

"A Terra é azul"

Simples e poética ao mesmo tempo, a frase reflete o espanto de um homem técnico, militar frente uma beleza única: o planeta.
Fruto de uma corrida espacial que perderia força nas décadas seguintes, Gagarin depois de ir ao espaço em 1961, nunca mais voltou: era uma peça de propaganda por demais valiosa na disputa de nervos e mentes que era a Guerra Fria.
Comemorando este feito, foi lançado na internet um filme, First Orbit que, com áudios originais, combinados com recirações, mostram alguns detalhes desta primeira viagem em órbita da Terra.
Aqui está o trailer:

E aqui o filme completo:

Infelizmente, com a desativação iminente dos ônibus espaciais (e a volta ao antigo modelo de cápsulas) e as longinquas viagens à Lua e a Marte (possivelmente só depois de 2030), a "corrida espacial" está parada... voltando para trás.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A Batalha de Verdun, segundo a série "O Jovem Indiana Jones"

urante as filmagens de Indiana Jones e a Última Cruzada, durante as filmagens das primeiras cenas, que retratam o arqueólogo em sua juventude, surgiu a ideia de uma série, retratando esses momentos da vida do personagem.
Em 1992, ia ao ar, Young Indiana Jones Chronicles, mostrando as primeiras aventuras do futuro arqueólogo, as voltas com episódios e fatos históricos, como a Revolução Mexicana, Pablo Picasso, Sigmund Freud e a I Guerra Mundial.
Este episódio que eu separei é a união de dois episódios, retratando a famigerada Batalha de Verdun, em 1916. As trincheiras, os nascentes aviões, aos grandes canhões e a inútil corrida dos soldados contra o fogo das metralhadoras, onde pelo menos 260 mil soldados morreram, tudo isso é ratratado na primeira parte do episódio. A segunda parte acompanha o jovem Indy em uma folga em Paris, onde ele encontra a misteriosa Mata Hari, dançarina exótica que ficou mais conhcida pelas acusações de espionagem.
Infelizmente, a série ainda não foi lançada no Brasil em DVD.


Cientistas acham provável homem pré-histórico homossexual

Cientistas tchecos escavaram o que acreditam ser o esqueleto de um homem pré-histórico homossexual ou transexual que viveu entre 4.500 e 5.000 anos atrás.
A equipe de pesquisadores da Sociedade Arqueológica Tcheca constatou que os restos --retirados de um sítio arqueológico neolítico em Praga-- indicam que o indivíduo, de sexo masculino, foi enterrado segundo ritos normalmente destinados às mulheres.
A arqueóloga Katerina Semradova disse à BBC Brasil que o enterro "atípico" indica que o indivíduo encontrado fazia parte do "terceiro sexo", provavelmente homossexual ou transexual.
"Trabalhamos com duas hipóteses. A de que o indivíduo poderia ter sido um xamã ou alguém do 'terceiro sexo'. Como o conjunto de objetos encontrados enterrados ao redor do esqueleto não corroboravam a hipótese de que fosse um xamã, é mais provável que a segunda explicação seja a correta", disse Semradova.
As escavações foram abertas ao público nesta quinta-feira e a visitação tem sido intensa.

Indivíduo do sexo masculino foi enterrado segundo ritos normalmente destinados às mulheres

Os restos são de um membro da cultura da cerâmica cordada, que viveu no norte da Europa na idade da Pedra, entre 2.500 a.C. e 2.900 a.C.
Neste tipo de cultura, os homens normalmente são enterrados sobre o seu lado direito, com a cabeça virada para o oeste, juntamente com ferramentas, armas, comida e bebidas.
As mulheres, normalmente sobre o seu lado esquerdo, viradas para o leste e rodeada de jóias e objetos de uso doméstico.
O esqueleto foi enterrado sobre o seu lado esquerdo, com a cabeça apontando para o oeste e cercado de objetos de uso doméstico, como vasos.
"A partir de conhecimentos históricos e etnológicos, sabemos que os povos neste período levavam muito a sério os rituais funerários, portanto é improvável que esta posição fosse um erro", disse a coordenadora da pesquisa, Kamila Remisova Vesinova. "É mais provável que ele tenha tido uma orientação sexual diferente."


Fonte: Folha.com

sexta-feira, 25 de março de 2011

Tsar Bomb, a mais poderosa bomba já detonada

Em 30 de outubro de 1961, a URSS detonou o artefato nuclear mais poderoso já construído, a Bomba Tsar, com 57 Megatons, potência equivalente a todas as bombas lançadas durante a II Guerra Mundial, multiplicada por dez.
Originalmente, ela foi desenvolvida com uma potência de 100 megatons, mas temia-se as consequências, principalmente radioativas de uma explosão dessa magnitude. A título de comparação, a bomba Tsar, com seus 57 megatons (equivalente a 57 milhões de toneladas de TNT) fez a bomba de Hiroshima, com seus 13 kilotons (13 mil toneladas de TNT) parecer fogos de artifício.
Esta é uma filmagem da detonação da bomba Tsar. Seu cogumelo alcançou 60 km de altura e seus efeitos foram sentidos na Finlândia, a milhares de quilômetros de distância, onde janelas de casas chegaram a quebrar-se. Assista:



Neste site, chamado Ground Zero, que utiliza o Google Maps, podemos ver o alcance que as principais bombas nucleares da história em qualquer lugar do globo. Você pode "detonar" a bomba no centro da sua cidade e "ver" as condições que ficaria o bairro onde você mora. Macabro, no mínimo.

sábado, 19 de março de 2011

A origem do bolo de aniversário

Delicioso costume teve origem nas oferendas feitas aos deuses da Antiguidade

por Rodrigo Cavalcante

Celebrar uma data importante com direito a guloseimas tem sua provável origem nas festas de culto aos deuses da Antiguidade. Agradeça à deusa Ártemis, celebrada pelos gregos como a matrona da fertilidade, pelo aparecimento do bolo de aniversário. Ele é provavelmente a evolução de um preparado de mel e pão, no formato de uma lua, que fiéis levavam ao famoso templo em homenagem a ela em Éfeso, antiga colônia grega na atual Turquia.
Há especialistas que defendem outra teoria. Segundo ela, a tradição surgiu na Alemanha medieval, onde se costumava preparar uma massa de pão doce no formato do menino Jesus no Natal. Depois essa guloseima seria adaptada para a comemoração do aniversário de crianças.
Já o uso de velas também teria sido herdado do culto aos deuses antigos, que tinham a missão de levar, por meio da fumaça, os desejos e as preces dos fiéis até o céu, para que eles fossem atendidos.
Mas e as festas de aniversário? Até hoje, não se sabe a data exata de quando os nascimentos começaram a ser celebrados. Ainda nos dias atuais, a comemoração é um costume ocidental nem sempre seguido por outros povos. No Vietnã, por exemplo, os aniversários não são comemorados individualmente no dia do nascimento – e sim coletivamente, no ano-novo vietnamita, que segue o calendário lunar e acontece, em geral, entre os nossos 21 de janeiro e 9 de fevereiro.
Embora não saibam exatamente quando a tradição surgiu no Ocidente, os historiadores sabem que a festa já era conhecida na Antiguidade. “Os romanos não apenas comemoravam o dia do nascimento como tinham um nome para a festa: dies sollemnis natalis”, diz o historiador Pedro Paulo Funari, da Universidade Estadual de Campinas. “Há, por exemplo, um registro do século 2 em que uma cidadã chamada Cláudia Severa convida sua amiga Sulpícia Lepidina para a comemoração”, diz.
Outra tese que reforça a idéia de que foram os romanos os difusores dessa tradição é a existência de túmulos que registram com precisão o número de anos, meses e dias no sarcófago – o que indica que eles sabiam o dia exato do nascimento do sujeito. “Eles também comemoravam outros aniversários, como o da fundação de Roma, em 21 de abril”, diz Funari.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Por que os gregos chamam-se... gregos?


Povo tão influente para a cultura ocidental, os gregos não eram conhecidos entre eles como gregos. Sim, o povo de Homero, Platão e Leônidas chamava a si próprio de helenos, e sua terra de Hélade. O nome Grécia veio dos romanos.
Mitologicamente falando, Graco era irmão de Latino e sobrinho de Heleno, filho de Príamo, rei de Tróia.
Graco também era o nome de uma tribo beócia que migrou para a Itália no séc VIII a.C. Possivelmente, com o contato com os povos nativos, o nome dessa tribo passou a representar todos os povos helenos. Assim, os futuros romanos passaram a chamar todos os helenos de gregos e esse nome pegou em todo o ocidente.

PS. A idéia desta postagem veio ao escutar o ótimo Papo Lendário, o podcast sobre mitologia do site Mitografias. Vale a pena escutar todos os podcasts, especialmente este, que trata da geografia grega e sua relação com a Mitologia grega, de onde surgiu a ideia desta postagem

Documentário - Hiroshima

Nestes dias em que o Japão novamente enfrenta uma ameaça nuclear, lembrei-me deste ótimo documentário do Discovery Channel, mostrando o que foi o verdadeiro pesadelo nuclear: o bombardeio atômico sobre Hiroshima, em agosto de 1945. Esse e o bonbardeio de Nagasaki, alguns dias depois, levaram à rendição do Japão na II Guerra Mundial.
Assistam, vale a pena.


"Eu tornei-me a morte, o destruidor de mundos" (Robert Oppenheimer, diretor do Projeto Manhattan, que desenvolveu a bomba atômica)

quarta-feira, 16 de março de 2011

Arqueóloga procura o túmulo de Cleópatra


A dominicana Kathleen Martínez, que gosta de se definir como advogada de profissão e arqueóloga por devoção, explica com simplicidade sua obstinada tarefa de entrar para a história se tiver sucesso em uma busca monumental: o túmulo de Cleópatra. Mais de seis anos após ser recebida no Egito como uma "cidadã de lugar algum" acredita estar próxima de completar seu propósito.

Fonte: UOL