Mostrando postagens com marcador Roma Antiga. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Roma Antiga. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Esqueleto de casal enterrado junto é encontrado


Arqueólogos descobriram em Modena, no Norte da Itália, dois esqueletos, um de um homem e outro de uma mulher, com mais de 1.500 anos. O casal foi enterrado no fim do Império Romano, de mãos dadas, e assim permaneceu por todo esse tempo.
“Era uma visão muito comovente e bonita de ver. Eles estariam olhando nos olhos um do outro no momento do enterro, como um sinal de amor eterno”, disse a arqueóloga Vania Milani. Segundo ela, a cabeça da mulher está virada para o homem, compondo uma cena comovente. “Eu suspeito de que a cabeça dele também estivesse virada para ela no momento do enterro, provavelmente em cima de uma almofada”, revelou Vania. Mas com a decomposição, o rosto dele teria se voltado para cima.

Os estudiosos encontraram um anel de bronze no dedo da mulher, o que sugere que os dois eram casados. É provável que o casal pertencesse a uma classe nobre da Itália. E, por causa do número de pragas que atingiu a Europa neste período, é muito possível que os dois tenham morrido quase ao mesmo tempo.


sábado, 17 de abril de 2010

Dica de livros: Guia do Viajante pelo Mundo Antigo

Como uma ideia genial pode tornar um livro sobre curiosidades e fatos de uma civilização em uma obra fundamental.
Assim é a coleção Guia do Viajante pelo Mundo Antigo. Composto no estilo de um guia de viagens contemporâneo, a série composta por três (e que espero que surjam mais outros) livros retrata a vida no passado como um quadro nítido: desde como comprar um camelo ou visitar as pirâmides no Egito de 1200 a.C., como conseguir um quarto em Atenas do séc V a.C, até dicas dos melhores banhos públicos na Roma Imperial. Com mapas, ilustrações, frases mais usadas nas linguas dessas civilizações e dicas que um turista gostaria de encontrar num guia de viagens.


O acabamento é perfeito: as capas são belíssimas, com escrita do título em dourado com textura.
E o preço, extremamente convidativo e barato, comparando com a qualidade dos livros: R$19,90
Palmas para a Editora Ciranda Cultural! Esperamos que tenham outros títulos a caminho.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A origem do nomes dos meses do ano

Nosso calendário é regido por deuses, imperadores e números romanos

por Álvaro Oppermann
Antes de Roma ser fundada, as colinas de Alba eram ocupadas por tribos latinas, que dividiam o ano em períodos nomeados de acordo com seus deuses. Os romanos adaptaram essa estrutura. De acordo com alguns pensadores, como Plutarco (45-125), no princípio dessa civilização o ano tinha dez meses e começava por Martius (atual março). Os outros dois teriam sido acrescentados por Numa Pompílio, o segundo rei de Roma, que governou por volta de 700 a.C.

Os romanos não davam nome apenas para os meses, mas também para alguns dias especiais. O primeiro de cada mês se chamava Calendae e significava "dia de pagar as contas" - daí a origem da palavra calendário, "livro de contas". Idus marcava o meio do mês, e Nonae correspondia ao nono dia antes de Idus. E essa era apenas uma das diversas confusões da folhinha romana.

Até Júlio César (100 a.C.-46 a.C.) reformar o calendário local, os meses eram lunares (sincronizados com o movimento da lua, como hoje acontece em países muçulmanos), mas as festas em homenagem aos deuses permaneciam designadas pelas estações. O descompasso, de dez dias por ano, fazia com que, em todos os triênios, um décimo terceiro mês, o Intercalaris, tivesse que ser enxertado.

sábado, 3 de outubro de 2009

Arqueólogos descobrem sala de jantar giratória de Nero

Associated Press

ROMA - Nero não foi apenas um imperador romano; ele também pode ter sido o inventor do restaurante giratório. Arqueólogos apresentaram, nesta terça-feira, 29, o extravagante salão de jantares de Nero, um espaço circular que girava dia e noite para impressionar os convidados do imperador.

O cômodo, parte do Palácio Dourado de Nero, uma residência luxuosa construída no primeiro século da era comum, parece ter sido construído para o entretenimento de autoridades e outras figuras importantes, disse a arqueóloga Françoise Villedieu. O imperador reinou de 37 a 68.


Arqueóloga explica descoberta diante do pilar que sustentava a sala giratória. Domenico Stinellis/AP

A escavação, até agora, revelou as fundações da sala, o mecanismo giratório por baixo e parte de uma área anexa, provavelmente a cozinha.

"Isso não se compara a nada que conheçamos da arquitetura romana antiga", disse Françoise a jornalistas que visitaram a escavação.
Ela disse que a localização da descoberta, no topo do Monte Palatino, a estrutura giratória e referências a ela em antigas biografias de Nero tornam a atribuição ao imperador muito provável.

A estrutura parcialmente escavada é parte da residência suntuosa, também conhecida por seu nome latino, Domus Aurea, que se ergueu sobre as ruínas do incêndio que destruiu Roma em 64.

A suposta sala de jantar giratória, com diâmetro superior a 16 metros, repousava sobre um pilar de 4 metros de largura e quatro mecanismos esféricos que, provavelmente com a energia de água corrente, faziam girar a estrutura.

O biógrafo e historiador latino Suetônio, que produziu biografias de 12 governantes romanos, refere-se à sala de jantar como um lugar que girava "dia e noite, acompanhando o ritmo do céu".
Angelo Bottini, a principal autoridade do governo de Roma para assuntos arqueológicos, disse que o teto da estrutura giratória pode ter sido o descrito por Suetônio, que relatou painéis de marfim que deslizavam para derramar flores e perfume sobre os convidados.

Descrito por Suetônio como um dos governantes mais cruéis, depravados e megalomaníacos de Roma, Nero não desfrutou por muito tempo do Palácio Dourado. A obra foi completada no ano 68, o mesmo em que o imperador cometeu suicídio, em meio a um a revolta.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Júlio César, Imperador Romano?

Por Eric Klinke A. Coelho

Caio Júlio César (100 a.C. – 44 a.C), militar e estadista romano (imagem ao lado), comumente é titulado como primeiro Imperador romano. Isso devido à confusão que ocorre entre o termo atual Imperador e o original romano imperator.


Historicamente, o primeiro Imperador romano é Caio Júlio César Otaviano (sobrinho-neto de Júlio César e herdeiro adotivo), que depois de assumir o poder absoluto, acrescentou ao seu nome o título de Augusto.

Originalmente, imperator não tinha o sentido de governante absoluto. Imperium era a palavra latina que designava o conceito romano de autoridade. É a personificação, no magistrado, da supremacia do Estado, supremacia que exige a obediencia de todo o cidadão. O imperium compreende o poder de tomar auspícios, mesmo fora de Roma; o poder de levantar tropas e comandá-las; o direito de apresentar propostas aos comícios; a faculdade de deter e punir os cidadãos culpados e a administração da justiça nos assuntos privados. As magistraturas romanas (cargos públicos) eram divididas entre as sine imperium (sem império) e cum imperium (com império). O cônsul, o pretor e o edil (além da magistratura extraordinária, a ditadura) detinham o império.

Generais vitoriosos também recebiam o título de Imperator por suas tropas. Esta aclamação conferia o direito do general pedir a realização de uma parada triunfal ao senado.

Logo, César, como tantos outros magistrados antes dele, deteve o imperium. César, tornou-se edil em 65 a.C. e chegou ao consulado em 59 a.C., cargo máximo na República romana. Ao final de seu mandato de um ano recebeu poderes proconsulares para governar as províncias da Gália e da Ilíria por cinco anos. E como general vitorioso na guerra da Gália, César também foi aclamado imperator por suas tropas.

Quando em 50 a.C. foi destituído pelo Senado de seus poderes proconsulares, travou guerra civil com seu antigo aliado Gneu Pompeu Magno. Ao sair vencedor e tendo o Senado aos seus pés, foi declarado ditador, até ser assassinado em 44 a.C.

Seu sobrinho e herdeiro, Caio César Otaviano (ao lado), depois de vencer os assassinos de César e o antigo aliado de seu tio-avô, Marco Antônio em uma nova guerra civil, surgiu frente ao Senado como salvador da República. Os poderes foram se concentrando em suas mãos. Em 29 a.C. recebeu o título de Imperator, tornando-se comandante supremo das forças armadas. Depois disso, apenas o imperador poderia receber esse título. Em 28 a.C torna-se princeps senatus, líder do Senado. Finalmente, em 27 a.C. é declarado Augustus, divino, título que ficou associado a todos os governantes seguintes, assim como o título Imperator.

Dessa forma, Júlio Cesar, apesar de ter quebrado as tradições republicanas e ter se tornado ditador vitalício, nunca foi declarado Imperator pelo Senado. Seu herdeiro, que adotou o nome de César (nome que também foi agregado pelos imperadores seguintes) Augusto, foi o primeiro da longa lista de Imperadores Romanos que vai até Rômulo Augusto, em 476 no Império do Ocidente e Constantino XI Paleólogo, em 1453 no Império do Oriente ou Bizantino.