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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Esqueleto de casal enterrado junto é encontrado


Arqueólogos descobriram em Modena, no Norte da Itália, dois esqueletos, um de um homem e outro de uma mulher, com mais de 1.500 anos. O casal foi enterrado no fim do Império Romano, de mãos dadas, e assim permaneceu por todo esse tempo.
“Era uma visão muito comovente e bonita de ver. Eles estariam olhando nos olhos um do outro no momento do enterro, como um sinal de amor eterno”, disse a arqueóloga Vania Milani. Segundo ela, a cabeça da mulher está virada para o homem, compondo uma cena comovente. “Eu suspeito de que a cabeça dele também estivesse virada para ela no momento do enterro, provavelmente em cima de uma almofada”, revelou Vania. Mas com a decomposição, o rosto dele teria se voltado para cima.

Os estudiosos encontraram um anel de bronze no dedo da mulher, o que sugere que os dois eram casados. É provável que o casal pertencesse a uma classe nobre da Itália. E, por causa do número de pragas que atingiu a Europa neste período, é muito possível que os dois tenham morrido quase ao mesmo tempo.


sábado, 3 de setembro de 2011

Documentário Arquivo Confidencial: Cleópatra


sexta-feira, 15 de abril de 2011

Uma nova imagem para Nero

Busto de mármore feito entre 64 e 68 d.C.
integra exposição
Personagem complexo, Nero teria reinado de forma exemplar no começo, para depois se transformar num dos personagens mais cruéis
BBC Brasil

Uma exposição na área arqueológica de Roma antiga celebra o imperador Nero, conhecido como um tirano cruel e louco incendiário, em uma tentativa de revelar seu perfil de urbanista inovador, homem culto e artista sensível.
A exposição se espalha pela principal área arqueológica de Roma, entre o Coliseu e o Fórum Romano, onde o imperador, famoso também por perseguir os primeiros cristãos, viveu e reinou.
Lucio Domicio Enobarbo tornou-se imperador com o nome de Nero Claudius Caesar aos 17 anos de idade em de 54 dC.
Na descrição do historiador Svetonio, por exemplo, Nero aparece como figura excêntrica: "Estatura quase normal, corpo cheio de sardas e mal cheiroso. Cabelos louros, rosto bonito, mas sem graça. Olhos azuis, mas fracos, pescoço largo, ventre grande, pernas magras e saúde ótima. Não se vestia muito bem e aparecia em público com roupas íntimas, um lenço amarrado no pescoço, sem cinto e descalço”.
Personagem complexo e contraditório, Nero teria reinado de forma exemplar no começo, para depois se transformar num dos personagens mais cruéis, narcisistas e megalomaníacos da História.
“Se Nero tivesse morrido nos primeiros anos de reino, não seria recordado como o “veneno do mundo”, apelido que lhe foi dado pelo historiador Plínio, o Velho” disse o historiador Andrea Giardina ao apresentar a mostra, que vai até dia 18 de setembro.
Contra as elites
A imagem negativa que atravessou a História, se deve, segundo dados apresentados na mostra, a medidas que Nero teria tomado e que teriam descontentado as elites romanas da época.
Odiado pela aristocracia, Nero, no entanto, era amado pela plebe. E para encontrar seu povo, precisava de grandes espaços, conforme explicou o arqueólogo Carandini.
“Do Coliseu ao Palatino Nero, havia criado uma espécie de cenário arquitetônico para um grande ato de demagogia”, disse, na apresentação da mostra.
Nesta área, havia um grande lago artificial, que depois foi eliminado para dar lugar ao anfiteatro Flavio, conhecido como Coliseu.
Segundo Carandini, Nero organizava banquetes suntuosos no lago, a bordo de uma grande embarcação.
O percurso da mostra começa nesta área, dentro do Fórum Romano, coração da Roma antiga, e ocupa diversos espaços com exposição de retratos do imperador e de sua família, vídeos que projetam trechos de filmes sobre ele e peças que testemunham o luxo exagerado de seus palácios.
Fazem parte da mostra as áreas do Fórum onde arqueólogos ainda buscam restos de outras residências de Nero, e pode-se ver o que resta da “Coenatio Rotunda”, a famosa sala de jantar giratória que foi descoberta nas escavações em 2009.

Urbanismo

Exibição destaca ainda afrescos e pisos
 típicos do período em que imperador viveu
Segundo o Ministério da Cultura, responsável pela mostra, o imperador, que segundo a lenda tocava cítara enquanto Roma queimava, contribuiu de forma decisiva para redesenhar o plano urbanístico da capital.
A exposição termina no Coliseu, com uma parte dedicada ao grande incêndio, um dos eventos mais trágicos da história de Roma.
Segundo testemunhos da época, foi Nero quem mandou incendiar Roma na noite de 18 de julho de 64 Dc, para construir seu palácio mais suntuoso, a Domus Áurea. O fogo durou nove dias.
“Nero desejava a glória de fundar uma nova cidade à qual daria seu nome”, escreveu Tacito, historiador da época.
Segundo Andrea Carandini, para concretizar seu projeto urbanístico, Nero previa grandes expropriações, que seriam mais fáceis de serem realizadas após um incêndio.
Oficialmente, a culpa caiu sobre os cristãos. As confissões foram arrancadas sob terríveis torturas. Nero ordenou prisões em massa, condenações à morte e crucificações. Nos últimos anos de seu reino teriam sido martirizados os dois maiores santos do cristianismo: Pedro e Paulo.
A historiadora Silvia Ronchey, contudo, defende Nero.
“Os primeiros editais contra os cristãos são da época de Domiciano e Traiano”. E o grande inimigo deles foi, na realidade, o imperador filosofo Marco Aurélio’’, escreveu num recente artigo sobre a mostra.
A imagem que nos foi passada não faz justiça ao imperador que tinha um refinado carisma e gosto estético, segundo a historiadora. Segundo ela, Nero conquistou uma imagem de divo graças à vocação teatral, uma calculada atenção ao aplauso do povo. “Era um campeão esportivo, ator e músico com tal carisma que se tornou um verdadeiro mito. Ainda adolescente subiu ao trono de um império que se estendia sobre três continentes, o maior que já existiu. Teve um enorme prestigio não só em Roma, e suicidou-se aos 31 anos, declamando um poema de Homero”.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Um dos maiores templos da Roma Antiga é reaberto após 30 anos

O Templo de Vênus e Roma, construído a pedido do imperador Adriano, estava fechado para restauração. Os problemas de infiltração de água foram resolvidos e o piso de mármore foi recomposto.


Um dos maiores templos da Roma Antiga foi reaberto ao público, depois de uma restauração que levou 30 anos. É o que mostram os correspondentes Ilze Scamparini e Maurizio Della Constanza.
Eles foram ao terreno mágico da mitologia. O arqueólogo Leonardo Guarnieri mostra as colunas que sustentavam um dos lados do Templo de Vênus, a divindade romana do amor e da fertilidade. E para a qual o povo antigo construiu uma grande obra próxima ao Coliseu.

A deusa teria se relacionado com Marte, o Senhor da Guerra, e desta união teria nascido Amor, também conhecido como Cupido. Roma, a divindade que representava o estado romano, também foi homenageada.
Ele é o maior templo da história de Roma e tem oficialmente 1.876 anos de idade. Foi construído por vontade do imperador Adriano. A obra durou 20 anos e ficou pronta no ano 141 depois de cristo.
O Templo de Vênus e Roma já foi parcialmente destruído também por incêndio e terremoto. Nos últimos 30 anos, ficou fechado para restauração. Mais de 30 artistas passaram por lá.
Os problemas de infiltração de água foram resolvidos e todos os mármores do piso, recomposto.
O salão principal do templo é grandioso, com 46 metros de altura. Lá ficava a estatua de Vênus, cercada de colunas de mármore piperino. Recém-casados pediam a bênção dos deuses.
Adriano fazia expedições ao norte da África e ao Leste Europeu para buscar o mármore de cor intensa. O mosaico do piso foi restaurado com primor.
O arqueólogo lembra que, bem ao lado, ficava a entrada da casa de Nero, a Domus Aurea, uma estátua gigantesca que deu nome ao Coliseu, o colosso do imperador.
Para construir o templo, foi preciso mudar de lugar a estátua de 35 metros de altura. Como Nero já tinha morrido, Adriano fez ainda mais mudanças.
Fez uma plástica no rosto de bronze de Nero, adaptou a estátua para ele mesmo e acrescentou um símbolo do sol.
Adriano mandou matar o arquiteto que criticou a obra. No mundo antigo, contrariar imperadores costumava ser uma péssima ideia.

Fonte: Globo.com

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Chineses de olhos verdes seriam descendentes de romanos

Exames reforçam teoria que afirma que moradores de Liqian são descendentes de legionários romanos

Moradores de uma remota vila no noroeste da China acreditaram serem especiais, já que apresentavam características incomuns para outras pessoas da região, como olhos verdes e cabelos claros. Agora um teste de DNA indica que eles são dois terços caucasianos e pesquisadores acreditam que eles são descendentes de uma legião romana que se perdeu há cerca de 2 mil anos durante uma guerra. As informações são do site do jornal Daily Mail.

O professor Homer Dubs, de Oxford, já havia sugerido nos anos 50 que os moradores da vila de Liqian poderiam ser descendentes de um grupo de soldados que se perdeu após a derrota do romano Crasso para os partos, na região onde hoje fica o Irã, em 53 a.C.. Os legionários teriam se unido aos hunos, que lutavam contra a China. Documentos oficiais chineses dizem que a vila foi fundada por soldados capturados em uma guerra contra os hunos em 36 a.C.. O resultado dos exames de DNA reforça a teoria de Dubs.

A teoria, contudo, recebe críticas. Yang Gongle, professor da Universidade de Pequim, afirma que a vila foi formada em 104 a.C., quase 50 anos antes do proposto pelo professor de Oxford. Maurizio Bettini, da Universidade de Siena, na Itália, diz que enquanto não forem encontrados itens que liguem o local a Roma, como armas ou dinheiro romano, objetos comuns a legionários da época, não se pode fazer uma ligação com a legião romana.

Fonte: Terra