quarta-feira, 6 de julho de 2011

A guerra da barba

O rei e sua barba da discórdia
Em 1152, Leonor de Aquitânia, mulher de Luís VII, rei da França, brigou com ele, sob pretexto de que o rei raspara a barba. O fato é que nunca se entenderam, política e pessoalmente.
Divorciada, casou-se com Henrique II, rei do maior rival do ex-marido, a Inglaterra.
Claro que Luís VII não gostou, principalmente porque lhe foi exigida a devolução do dote. O rei francês declarou guerra ao rival britânico. Derrotado e humilhado, teve que retornar com o rabo entre as pernas e atacado por uma febre.
 O conflito passou à História como a Guerra da Barba.

Homem moderno jamais coexistiu com Homo erectus, dizem estudos

O homem moderno jamais coexistiu com seu antepassado Homo erectus, revelam estudos.

O Homo erectus é considerado como o antepassado direto do Homo sapiens e se parece com o homem moderno em vários aspectos, mas seu cérebro era menor e o formato do crânio, diferente.
O Homo erectus foi o primeiro de nossos parentes distantes a sair da África, há 1,8 milhão de anos, e desapareceu do continente africano e de grande parte da Ásia há 500 mil anos, mas suspeitava-se de sua presença na região de Ngandong, às margens do rio Solo, na ilha de Java (Indonésia), há entre 50 mil e 35 mil anos.
Como o Homo sapiens chegou à Indonésia há 40 mil anos, acreditava-se em uma possível presença comum em Java.
As últimas datações que apoiavam esta hipótese foram realizadas em 1996, a partir de dentes de animais e restos fossilizados de hominídeos, mas havia dúvidas sobre a idade real dos fósseis.
A partir de 2004, uma equipe internacional de antropólogos, dirigida conjuntamente por Etty Indriati, da Universidade Gadjah Mada da Indonésia, e Susan Anton, da Universidade de Nova York, conduziu o projeto Solo River Terrace (SoRT), que realizou novas análises, com diferentes métodos de datação.
Os pesquisadores do SoRT concluíram que, independentemente dos métodos utilizados, os fósseis do Homo erectus eram de um período bem anterior à chegada do Homo sapiens à região.
Assim, "o Homo erectus provavelmente jamais coexistiu neste habitat com os humanos modernos", declarou Etty Indriati.
Segundo as análises do SoRT, o Homo erectus estava extinto em Java há ao menos 143 mil anos, e mais provavelmente há 550 mil anos.
Uma coexistência entre o Homo erectus e o Homo sapiens reforçaria a teoria de que o homem moderno substituiu seus ancestrais no processo de evolução.
Mas a conclusão do projeto SoRT reforça a chamada "origem multirregional", que sugere que os humanos modernos são resultado de múltiplas contribuições genéticas, de diferentes grupos de hominídeos que viveram na África, Ásia e Europa.

Fonte: Folha.com

terça-feira, 5 de julho de 2011

Arqueólogos encontram o desenho mais antigo de um rei egípcio


Uma missão de arqueólogos americanos e italianos encontrou no Egito uma inscrição apontada como o desenho mais antigo de um rei egípcio. O material data da Dinastia Zero (3.200 a.C.), início da escritura hieróglifa.
Segundo o Ministério de Estado para as Antiguidades, o desenho está talhado em uma rocha e representa um rei com a coroa do Alto Egito.
O achado ocorreu ao noroeste da cidade de Assuã, a 800 quilômetros ao sul do Cairo.
O desenho faz parte de uma série de escrituras e imagens reais que mostram os rituais dos faraós nos tempos antigos.
Alguns representam cenas de confrontos, celebrações em barcos de pesca, sinais do poder político e animais.
A região de Assuã está repleta de desenhos e inscrições antigas, diz o comunicado do grupo.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Arqueólogos descobrem blocos com inscrições de antiga dinastia egípcia




Cairo, 27 jun (EFE).- Uma missão de arqueólogos franceses descobriu no Egito centenas de blocos de pedra com inscrições e desenhos de cores vivas que datam da dinastia XXII (945-712 a.C.), anunciou nesta segunda-feira o Ministério de Estado para as Antiguidades.

Descobertas na região de San el Hagar, na província de Sharqiya, no nordeste do país, as pedras foram reutilizadas por outras dinastias na construção do muro de um lago sagrado destinado ao templo do deus

Os arqueólogos devem continuar as escavações na área até localizar todos os blocos, cerca de 2 mil peças, para poder reconstruir o templo antigo do qual faziam parte seguindo as inscrições. Dos blocos recuperados, os arqueólogos limparam até agora 120 peças, das quais 78 possuem inscrições.

Há um ano, a missão de arqueólogos franceses tenta descobrir também o lago sagrado, que tem superfície de 30 metros, largura de 12 metros e profundidade de 6 metros.

Segundo o comunicado, a descoberta arqueológica atribui mais importância à localidade de San el Hagar, conhecida na antiguidade como o Luxor do norte do Egito.

Eric Klink

domingo, 15 de maio de 2011

Arthur, o herói da Bretanha

 

No mundo real, o dono da lendária Excalibur não foi rei nem se reunia com seus cavaleiros em torno da távola redonda, mas organizou uma resistência sem precedentes contra os bárbaros que ameaçavam sua terra

por Reinaldo José Lopes

sexta-feira, 22 de abril de 2011

... E Cabral não descobriu o Brasil

A travessia havia levado quarenta e quatro dias quando foram avistados os primeiros sinais de terra. As doze (a décima terceira havia naufragado semanas antes) caravelas que compunham a frota do fidalgo Pedro Álvares Cabral avistaram um monte “mui alto e redondo” no dia 22 de abril. No dia seguinte, um batelão comandado por Duarte Coelho desceu à terra, encontrando dezoito homens “pardos, nus, com arcos e setas nas mãos”. O contato foi pacífico e esses dias do ano de 1500 entraram para a historiografia oficial como o Descobrimento do Brasil.
Pedro Álvares Cabral
Acontece que a esquadra de Pedro Álvares Cabral não foi a primeira a aportar em território que só séculos depois seria conhecido como Brasil. Outras expedições, portuguesas, espanholas e segundo algumas teorias mais mirabolantes fenícias, já teriam chegado por aqui.
Segundo alguns pesquisadores os fenícios, alguns séculos antes de Cristo, teriam aportado e mantido colônias no litoral nordeste do Brasil. Esses pesquisadores dizem ter encontrado muralhas, pregos de metal e barcos de madeira fossilizada que comprovariam tal questão. Essas colônias teriam entrado em decadência com as Guerras Púnicas, conflito entre Cartago, uma poderosa colônia Fenícia e Roma, entre os séculos III e II a.C. É grande a possibilidade que os fenícios, hábeis navegadores tenham feito a circunavegação da África no século V a.C., portanto cerca de 2000 anos antes de Vasco da Gama. Agora, não há comprovação e consenso da presença deles no Brasil e poucos historiadores aceitam tal fato.
Duarte Pacheco Pereira
Dois anos antes da expedição de Cabral, o rei português D. Manuel I enviou o navegador Duarte Pacheco Pereira para explorar o Mar Oceano (o Atlântico) ao sul da rota percorrida por Cristóvão Colombo seis anos antes. A terra encontrada por Pacheco é descrita como rica em uma madeira avermelhada chamada pau-brasil... Essa missão era secreta, já que não se sabia exatamente a localização das terras em relação ao Tratado de Tordesilhas, que “dividiu” o mundo entre Portugal e Espanha. Se Portugal tomasse posse de terras que pelo tratado pertenceriam à Espanha, poderia haver uma crise diplomática.
Assim, com as informações de Duarte Pacheco, o retorno da expedição de Vasco da Gama às Índias, chegou-se à conclusão que as terras de fato seriam de Portugal. Então, a expedição de Cabral (que era um fidalgo e não um navegador), que iria para estabelecer feitorias nas Índias, faria uma parada nessas novas terras “descobertas” por Duarte Pacheco.
Meses antes da partida de Cabral, um navegador espanhol, que havia estado na primeira viagem de Colombo, navegou pelo litoral nordestino. Em janeiro de 1500, Vicente Yáñes Pinzón alcançou ou o litoral do Ceará ou o de Pernambuco (não há consenso entre os historiadores).
Assim, não podemos pensar Cabral como o primeiro europeu a aportar por essas terras (menos ainda como “descobridor”. A historiografia tem diversas informações sobre outros navegadores que aqui estiveram antes da viagem de abril de 1500. Seu “mérito” reside no fato de que colocou essas terras no contexto do colonialismo europeu; antes dele, o “Brasil” permaneceu secreto e fora do mapa-mundi.
A oeste da Irlanda, Hy Brazil
Antes de encerrar, um ponto interessante, e desconhecido do grande público. Sempre que pergunta-se a origem do nome Brasil, é dito que é graças à árvore de madeira vermelha abundante no litoral. A origem pode ser outra, ou uma coincidência de duas explicações.
Na Europa medieval havia uma lenda, ligada às tradições de São Brandão, santo irlandês do século V, de uma ilha abençoada, localizada no meio do Mar Oceano. Essa ilha era chamada de Hy Brazil, ou Ilha de Brazil. Alguns mapas medievais inclusive, desenham a tal ilha mitológica...

quinta-feira, 21 de abril de 2011

O Mito de Tiradentes

Prisão de Tiradentes, de Antônio Diogo da Silva Parreiras. Herói ou mito construído?

Era uma manhã que nascia ensolarada no Rio de Janeiro de 21 de abril de 1792. O sentenciado saiu da cadeia pública. Seus olhos ficaram momentaneamente ofuscados pela claridade, mas em pouco tempo pode ver o espetáculo armado pela Coroa portuguesa.
Percorreu a pé os metros que o separavam do patíbulo, armado no Largo da Lampadosa. O homem, magro e alto, sem qualquer beleza, com a cabeça e barbas raspados, caminhava acompanhado por uma fanfarra e por toda a tropa. O povo que se juntava a volta, estava pronta para o espetáculo.
Subiu a pés descalços os degraus de madeira do patíbulo. Lá em cima estava o oficial da Coroa, o padre e o carrasco com seu rosto coberto. O padre fez suas orações, ofereceu o crucifixo para o condenado beijar. Assim ele o fez. O carrasco, um sujeito alto e forte aproximou-se. Era o negro, que tinha por nome Capitânia e pediu a ele o perdão por cumprir a sentença. Era apenas praxe, uma fórmula no processo de execução. O sentenciado, num gesto que causou surpresa, beijou os pés e as mãos de Capitânia
Martírio de Tiradentes, Francisco Aurélio
de Figueira e Melo
O carrasco passou o laço pelo pescoço do condenado, ajeitou-o acima da abertura no piso, e após a liberação do oficial, a alavanca foi puxada. E o corpo despencou. A corda não era longa o suficiente para, na queda causar uma morte imediata, quebrando o pescoço. O sujeito agonizou por algum tempo. Até que acabou.
O corpo foi elevado e o carrasco, pegando um machado, desferiu o primeiro golpe no corpo nu, estendido sobre o patíbulo. Assim a cabeça estava separada do corpo.
A um sinal do oficial da Coroa, o carrasco aguardou. O oficial se aproximou, recolheu um pouco do sangue do morto, e com ele lavrou a ata de cumprimento da sentença.
O espetáculo sinistro continuo, com o carrasco separando a machadadas os braços e as pernas, enquanto o oficial anunciava os locais onde ficariam expostos as partes do corpo, a destruição de sua casa e o salgamento do terreno e a infâmia que recairia sobre ele e seus descendentes.
O espetáculo, que a Coroa esperava impressionar a população e dissuadi-la a se revoltar, causou em parte efeito contrário: muitos ficaram irados com a barbárie praticada em clima festivo.
 Assim morria o alferes Joaquim José da Silva Xavier, um membro menor da Conjuração Mineira. E nascia, cerca de cem anos depois, o mito, o Tiradentes, o herói criado pela República que se instalava no Brasil.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Pesquisador diz que data da Páscoa pode ser modificada

Cientista britânico oferece teoria para conciliar contradição entre Evangelhos quanto à data da Última Ceia de Jesus
A Última Ceia, famoso mural pintado por Leonardo da Vinci no século XV
A Última Ceia ocorreu numa quarta-feira - um dia antes do que se pensava - e a data para a Páscoa agora pode ser modificada, segundo um cientista da Universidade de Cambridge que está buscando resolver uma das contradições mais persistentes da Bíblia.
Cristãos estabeleceram a última refeição de Jesus na Quinta-feira Santa há séculos mas, graças a uma redescoberta do antigo calendário judaico, o professor Colin Humphreys sugere outra interpretação.
"Eu estava intrigado com as histórias bíblicas sobre a última semana de Jesus, nas quais ninguém consegue encontrar nenhuma menção de quarta-feira. É chamado de um dia perdido", disse Humphreys à Reuters. "Mas isso parecia ser tão improvável: afinal de contas, Jesus era um homem muito ocupado."
Suas descobertas ajudam a explicar a inconsistência misteriosa entre os Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas, que disseram que a Última Ceia coincidiu com a Páscoa Judaica, e o de João, que disse que a refeição ocorreu antes do dia que comemora o Êxodo do Egito.
A pesquisa de Humphreys sugere que Jesus, Mateus, Marcos e Lucas estavam usando o calendário pré-exílico, do tempo de Moisés, e que conta o primeiro dia do mês a partir do final do ciclo lunar anterior, enquanto João estava se referindo ao calendário oficial judaico.
"Foi um erro extremamente curioso para qualquer um fazer porque, para o povo judeu, a Páscoa Judaica era uma refeição muito importante", disse Humphreys, um cientista na área de metalurgia e materiais, e cristão.
Com a ajuda de um astrônomo, Humphreys reconstruiu o calendário pré-exílico e colocou a Páscoa Judaica no ano 33 d.C, amplamente aceita como a data da crucificação de Jesus, na quarta-feira, 1o de abril.
Isto significa que se os cristãos modernos quiserem estabelecer uma data para a Páscoa com base nos cálculos de Humphreys, que ele vem elaborando desde 1983, o Dia da Páscoa seria o primeiro domingo de abril.
Fonte: Ig

segunda-feira, 18 de abril de 2011

História Hoje: 18 de abril


18 de abril: Dia Mundial dos Monumentos.

  • 1506 - O Papa Júlio II coloca a primeira pedra da Basílica de São Pedro, em Roma.
  • 1857 - É lançado O Livro dos Espíritos, em França, que marca o nascimento do Espiritismo, codificado por Allan Kardec.
  • 1946 - É dissolvida a Liga das Nações.
Monteiro Lobato

Nasceram neste dia…

  • 1768 - , Jean-Baptiste Debret, pintor e desenhista francês (m. 1848).
  • 1842 - Antero de Quental, escritor português (m. 1891).
  • 1882 - Monteiro Lobato (na imagem), escritor brasileiro (m. 1948).

Morreram neste dia…

  • 1830 - José Maurício Nunes Garcia, compositor brasileiro (n. 1767).
  • 1951 - Óscar Carmona, 11º Presidente da República Portuguesa (n. 1869).
  • 1955 - Albert Einstein, físico alemão (n. 1879).

domingo, 17 de abril de 2011

História Hoje: 17 de abril

17 de abril: Dia Internacional de Luta Camponesa.
  • 1521 - Martinho Lutero é excomungado da Igreja Católica por Leão X pelas críticas feitas ao Papa. A medida era considerada, na época, uma prática comum e foi adotada após os ataques de Lutero contra o papado e a venda de indulgências (os pecados de uma pessoa eram perdoados através da compra de uma carta de indulgência).
  • 1986 - Termina a Guerra dos Trezentos e Trinta e Cinco Anos entre os Países Baixos e as Ilhas Scilly.
  • 1961 - Cerca de 1,400 exilados cubanos atacam a Baía de Porcos em uma tentativa de derrubar Fidel Castro e seu governo marxista. O objetivo era dar inicio a uma revolta popular contra Castro. Isto não aconteceu e o exército de Castro esmagou os exilados.
  • 1996 - O Massacre de Eldorado dos Carajás deixa dezenove sem-terra mortos.
Nasceram neste dia… 

  • 1867 - David Lopes, académico português (m. 1942).
  • 1894 - Nikita Khrushchov, político soviético (m. 1971).
  • 1917 - Roberto Campos, economista e diplomata brasileiro (m. 2001).
Morreram neste dia…

  • 485 - Proclo, filósofo grego (n. 412).
  • 1790 - Benjamin Franklin, cientista e diplomata estadunidense (n. 1706).
  • 2007 - Nair Bello, atriz e humorista brasileira (n. 1931).