quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Pedaço de crânio de cão pré-histórico é encontrado nos EUA

ASSOCIATED PRESS


Fragmento de crânio de cachorro encontrado no Texas (EUA)
estava em meio a resto de lixo pré-histórico
O pesquisador Samuel Belknap 3º descobriu um fragmento que, segundo ele, pode ter pertencido ao cão domesticado mais antigo dos Estados Unidos.
O pedaço do crânio do animal estava em Hinds Cave, região a sudoeste do Texas (EUA).
Belknap, que pertence à Universidade de Maine, fez a descoberta quando pesquisava restos de lixo pré-histórico deixados no local.
Ele suspeita que o cachorro tenha sido comido por humanos.

Fonte: Uol

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

A moda de ir à praia começou como recomendação médica

Para se livrar de um carrapato, o rei dom João VI inaugurou o costume no Brasil

por Álvaro Silva

Até 1810 ninguém tomava banho de mar no Brasil. Mulher nenhuma se esticava na areia de biquíni fio dental até torrar como um camarão. Não tinha futebol ainda e muito menos futebol de areia. Não tinha surf, nem rodinhas de banhistas descansando sob guarda-sóis. Ninguém considerava costumeiro nem civilizado lagartear na areia até 1810. Mas, naquele ano, o rei dom João VI faria um mergulho na Praia do Caju, hoje um lugar degradado na zona portuária do Rio de Janeiro. O monarca estava com a perna infeccionada por causa de um carrapato e seguia orientações médicas. Sem querer, ele inaugurou o costume que hoje lota as praias de banhistas e vendedores de queijo coalho.

Cleópatra voltará às telas

Angelina Jolie, a próxima Cleópatra
Baseado no livro Cleopatra: A Life, de Stacy Schiff, a última rainha do Egito voltará às telas, agora em 3D.
O filme será produzido pela Sony Pictures. A direção provavelmente ficará a cargo de paul Greengrass, diretor de Ultimato Bourne.

Angelina Jolie encarnará a rainha, papel que foi de Elizabeth Taylor no longa de 1963. Mas segundo o produtor Scott Rudin, o filme pouco se assemelhará  com o de 1963. É um Cleópatra completamente revisionista, uma versão muito mais madura e sofisticada", disse Rudin. "Ela não é uma gatinha do sexo: é uma política, estrategista, guerreira".
As filmagens começam ainda em 2011.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Descoberta unidade de produção de vinho de 6,1 mil anos

Unidade completa de produção de vinho de 6,1 mil anos atrás foi descoberta numa caverna na Armênia
Foto: Reuters
Equipe internacional de arqueólogos anunciou nesta terça a descoberta de uma unidade completa de produção de vinho de 6,1 mil anos atrás. Ela passa a ser a mais antiga conhecida, e foi descoberta numa caverna na Armênia. Antes disso, vestígios comparáveis a esses equipamentos de produção vitícola remontavam a 5 mil anos.
"Pela primeira vez, temos uma imagem arqueológica completa de um sistema de produção de 6,1 mil anos", felicitou-se Gregory Areshian, responsável pelas escavações e vice-diretor do Instituto de Arqueologia Cotsen da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.
Entre os objetos descobertos, estavam sementes de uva, restos de grãos prensados, ramos de videira atrofiados, uma prensa rudimentar, uma cuba em argila aparentemente usada para a fermentação, cacos de cerâmica impregnados de vinho, e uma taça e uma caneca para bebê-lo.
A descoberta foi realizada no mesmo sítio de cavernas onde foi encontrado, em junho de 2010, um mocassim de couro perfeitamente preservado datando de 5,5 mil anos, o que fez dele o mais velho calçado conhecido no mundo.
As cavernas ficam numa espécie de canyon situado na província armênia de Vayotz Dzor, uma região na fronteira do Irã e da Turquia. Análises químicas confirmaram a datação das instalações e de outros objetos, e a escavação foi financiada, em parte pela National Geographic Society, segundo o texto publicado na edição on-line do Journal of Archaeological Science.
Testes de radiocarbono efetuados por pesquisadores da Universidade da Califórnia confirmaram a datação.

Fonte: Terra

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Cientistas identificam cabeça embalsamada de rei francês

Equipe de pesquisadores reconheceu as feições do rei Henrique 4° com base em retratos da época

BBC Brasil

A identificação da cabeça foi feita usando retratos do rei

Cientistas franceses dizem ter encontrado, após nove meses de testes, a cabeça embalsamada do rei francês Henrique 4º, que foi assassinado em 1610 aos 57 anos.
A cabeça foi perdida depois que a capela real de Saint Denis, nos arredores de Paris, foi saqueada durante a Revolução Francesa em 1793. Desde então, ela circula entre colecionadores.
A equipe, que reuniu pesquisadores de diversas áreas, identificou as feições do rei com base em retratos da época, usando as mais recentes técnicas forenses.
Uma lesão perto do seu nariz, a orelha furada e um ferimento na face de uma tentativa de assassinato anterior foram algumas das marcas identificadas.
A descoberta foi anunciada na publicação especializada British Medical Journal.
Conservação
Segundo os cientistas, as técnicas usadas no embalsamento da cabeça são condizentes com a época em que Henrique 4º viveu.
No entanto, não foi possível usar o teste de DNA na análise, já que não havia amostras livres de contaminação.
A equipe, liderada pelo patologista forense e arqueólogo Philippe Charlier, disse que a cabeça tinha "cor marrom clara, a boca aberta e olhos parcialmente fechados".
A análise dos pesquisadores mostrou que a cabeça estava bem preservada, com todos os tecidos frágeis e órgãos internos conservados.
O rei Henrique 4º era um dos favoritos da França. Ele se converteu ao catolicismo para acabar com a guerra religiosa no país, mas foi morto por um católico fundamentalista.
Henrique foi o primeiro monarca da casa dos Bourbon, que inclui seu neto Luís 14, o rei Sol.
Sua cabeça será enterrada novamente na Basílica de Saint Denis no próximo ano, após uma missa nacional e um funeral.

Fonte: Terra

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Encontrada na China marmita com sopa preparada há 2.400 anos

PEQUIM, 13 dez 2010 (AFP) -Arqueólogos chineses acreditam ter encontrado uma marmita de bronze com uma sopa preparada há 2.400 anos, informa imprensa oficial do país.

A descoberta foi feita na escavação de uma tumba na região de Xian (norte), antiga capital chinesa e atual província de Shaanxi, segundo o jornal Global Times.

"Esta é a primeira vez na história arqueológica chinesa que encontramos uma sopa que contém ossos", explicou Liu Daiyun, do Instituto de Arqueologia da província de Shaanxi.

"Esta descoberta será particularmente útil para estudar os costumes alimentares dos Reinos Combatentes" (Séculos V-III antes de Cristo), acrescentou.

Durante as obras de ampliação do aeroporto de Xian, cidade célebre pelo exército enterrado de guerreiros de terracota, foram encontradas a tumba e o recipiente - uma pequena marmita trípode - contendo os ossos e um líquido esverdeado.

O líquido deve ser analisado para permitir a descoberta dos ingredientes e confirmar que se tratava de uma sopa.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Chineses de olhos verdes seriam descendentes de romanos

Exames reforçam teoria que afirma que moradores de Liqian são descendentes de legionários romanos

Moradores de uma remota vila no noroeste da China acreditaram serem especiais, já que apresentavam características incomuns para outras pessoas da região, como olhos verdes e cabelos claros. Agora um teste de DNA indica que eles são dois terços caucasianos e pesquisadores acreditam que eles são descendentes de uma legião romana que se perdeu há cerca de 2 mil anos durante uma guerra. As informações são do site do jornal Daily Mail.

O professor Homer Dubs, de Oxford, já havia sugerido nos anos 50 que os moradores da vila de Liqian poderiam ser descendentes de um grupo de soldados que se perdeu após a derrota do romano Crasso para os partos, na região onde hoje fica o Irã, em 53 a.C.. Os legionários teriam se unido aos hunos, que lutavam contra a China. Documentos oficiais chineses dizem que a vila foi fundada por soldados capturados em uma guerra contra os hunos em 36 a.C.. O resultado dos exames de DNA reforça a teoria de Dubs.

A teoria, contudo, recebe críticas. Yang Gongle, professor da Universidade de Pequim, afirma que a vila foi formada em 104 a.C., quase 50 anos antes do proposto pelo professor de Oxford. Maurizio Bettini, da Universidade de Siena, na Itália, diz que enquanto não forem encontrados itens que liguem o local a Roma, como armas ou dinheiro romano, objetos comuns a legionários da época, não se pode fazer uma ligação com a legião romana.

Fonte: Terra

domingo, 24 de outubro de 2010

Atividade agrícola em sítio arqueológico de Rondônia pode chegar a 8.000 anos

O sítio arqueológico conhecido como Garbin não existe mais. Tragado pelas obras da Usina Hidrelétrica Santo Antônio (RO), em seu lugar ficará o vertedouro da barragem -- uma espécie de válvula de escape da usina.
Antes que o sítio sumisse, porém, arqueólogos desenterraram ali sedimentos e artefatos que podem indicar que a agricultura na Amazônia foi "inventada" há uns 7.700 anos -- uma das datas mais antigas do continente, e a mais velha do Brasil.
Arqueólogo Eduardo Bespalez mostra pedaço de cerâmica decorada que acaba de ser desenterrado na ilha do Japó

A pista de que a técnica foi dominada em época tão remota é indireta, mas forte. Trata-se da chamada terra preta, solo rico em matéria orgânica que, até onde se sabe, só surge com o acúmulo constante de dejetos de origem animal e vegetal, característico do uso intensivo desses recursos.
"Se não era agricultura propriamente dita, eles, no mínimo, estavam fazendo um manejo intenso dos recursos vegetais", diz o arqueólogo Renato Kipnis, sócio da empresa Scientia Consultoria Científica e um dos coordenadores do trabalho.
AO RESGATE
Kipnis e seus colegas andam zanzando para cima e para baixo da BR-364, perto de Porto Velho, desde 2008. Por lei, as compensações ligadas a uma usina do porte da de Santo Antônio, no rio Madeira, exigem o resgate de possíveis bens de interesse arqueológico que apareçam na construção. A empresa do arqueólogo venceu a licitação para fazer o serviço.
"Imagine só quando percebemos que os principais sítios estavam bem no canteiro da obra", brinca Ricardo Márcio Martins Alves, gerente de sustentabilidade da Santo Antônio Energia. "Mas logo conseguimos nos organizar para que o trabalho dos arqueólogos fosse feito."
A equipe da Scientia descobriu que, em paralelo com a rodovia moderna, corria uma hidrovia pré-histórica. A calha do Madeira na região está coalhada de sítios, que abrangem ambas as margens do rio e também as ilhas e pedrais (rochas de corredeiras) no meio do leito. Há gravuras rupestres, cerâmica decorada, artefatos de pedra e terra preta para dar e vender.
"O incomum é que no sítio Garbin havia terra preta associada a artefatos de pedra, e não a cerâmica", diz a arqueóloga gaúcha Silvana Zuse, que integra a equipe.
Vasculhar esses instrumentos em busca de restos vegetais microscópicos pode indicar o que, afinal, os moradores do Garbin cultivavam. A aposta mais óbvia: mandioca, a lavoura amazônica por excelência.
"É chato saber que vários sítios vão sumir. Mas, se não fosse pela obra, dificilmente teríamos tanta verba para trabalhar aqui", diz a geóloga Michelle Mayumi Tizuka.

Fonte: Folha.com

A História das Eleições, primeira parte

por Eric Klink A. Coelho


Eleições.
Nos últimos dias o Brasil vai passando por um acirramento da disputa eleitoral pelo Palácio do Planalto. Com contornos de disputa de final de campeonato de futebol, partidários e simpatizantes dos lados envolvidos discutem, acusam e atacam. Isso não é de hoje.
Escolher alguém para exercer um cargo ou função não é novidade. Ao longo da História, de diferentes formas (algumas até curiosas) o ser humano promoveu processos eleitorais. Ao longo deste e de mais dois artigos (que serão publicados ao longo desta semana), vamos ver como lascas de cerâmica se tornaram botões de um computador.